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A relação fazer e contar história nos surpreende no momento que vivenciamos novas experiências que impactam nosso jeito de pensar e agir sobre o mundo. Há uma relação intrínseca entre o homem, a natureza, a cultua e história. A partir do momento que o homem interfere na natureza, criando e recriando novos instrumentos ou objetivos, ele faz história. Nessa perspectiva, a exposição visual, tátil e auditiva do "Pó ao Barro" possibilitou-me fazer um mergulho nas temporalidades que marcam as ações humanas. O refletir sobre o agir do homem é fascinante. A exposição consiste num registro bastante denso sobre as formas que percebemos ou concebemos o outro. Há na verdade uma perspectiva da alteridade e da micro-análise das práticas sociais.

 A exposição faz um diálogo temporal e espacial por meio da produção de peças ou "loiças" feitas de barro pela Dona Eunice. Com ângulos e percepções humanísticas da fotógrafa Raquel Ellis, a exposição transmite sentimentos e afetividades da produção de Dona Eunice. As nuances das mãos em permanentes movimentos sobre o barro imprimem a marca da afetividade e de uma estética inventiva e reflexiva. A suavidade, a delicadeza e a paixão de Dona Eunice gera um efeito reprodutivo do fazer artístico-cultural. A exposição traz uma dupla ou tripla arte. A arte do agir humano(confecções de barro), a arte do registrar cenas humanas(a sensibilidade da fotógrafa) e a arte de expor a síntese equilibrada das criações artesanais(a disciplina organizativa do curador) permeia a amostra.Enfim, há diversas inferências que podem ser feitam sobre a pensar-agir-expor desse magnífico projeto "Do pó ao barro". 

A cultura material compõe a complexa formação da identidade humana. Assim, a exposição cumpre a sua função em instigar o homem a buscar novas referências de valores e contemplar cenas do cotidiano que nos eleva a um patamar de olhar outro com mais humanidades e admiração. A fixação do movimento, por meio da fotografia, estabelece novas pontes interpretativas sobre o homem pós-moderno. A fabricação de peças feitas de barro, também, gera uma transcendência com o homem. Biblicamente,viemos do pó, viemos do barro. Indubitavelmente, o pó tem inúmeros valores simbólicos e progressivas inferências. Do pó ao barro, do barro ao homem, do homem a cultura, da cultua a História...A exposição ocorre no Galpão das Artes até o dia 23 de novembro. A entrada é gratuita.

Parabenizar a todos os envolvidos na exposição:

Idealizador - Beto Normal
Fotografia - Rachel Ellis
Artesã - Eunice Clotilde
Montadores - Tarcísio Queiroz e Dilhermano Alves

Sobre Jose Wilker

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