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Paula Schver
Do NE10
Após 11 anos, complexo procura nova casa em Pernambuco
Foto: Fábio Jardelino/NE10
O Mirabilandia começou a fazer as malas. Este é o último verão do parque de diversões naquela casa; a temporada derradeira dentro do Centro de Convenções, em Olinda, antes da mudança de CEP. Em dezembro, o espaço será devolvido ao Governo do Estado. Com o fim do contrato de 11 anos com a Empetur (Empresa Pernambucana de Turismo), o complexo de lazer procura novo endereço. Ficar em Pernambuco é prioridade, mas encontrar local com área suficiente para receber o parque - é o terceiro maior do Brasil, com 5,7 hectares - se mostra a principal dificuldade. 
Edgar Cardoso Filho, auxiliar administrativo e o mais antigo funcionário do Mirabilandia, trabalha lá desde a inauguração. A surpresa quando recebeu a notícia do fechamento do parque é relatada por ele. "É triste. Esse local faz parte de nossas vidas. Trabalho aqui há 11 anos e ainda hoje, quando tenho um dia de folga, trago a família para brincar. A vontade que tenho é de curtir ao máximo para que fique tudo de recordação."
Visitante do parque, a fisioterapeuta Rafaela Belfort, 21 anos, lamenta a informação que já está sendo anunciada em comercial de TV. "É uma pena. Precisamos de mais lazer no Estado", enfatizou. Bárbara Santos levou oito crianças, entre filhas e sobrinhos, para curtir o dia nos brinquedos. "Todo ano venho com as meninas nas férias da escola, em janeiro e julho. Com a notícia de que o Mirabilandia vai fechar, só neste mês já viemos três vezes. Temos que aproveitar", disse. No mês de janeiro, cerca de 2 mil pessoas frequentam o estabelecimento por dia.
De acordo com Fernando Veras, coordenador de Marketing do parque, além da importância afetiva para os pernambucanos, o local é um atrativo turístico de Pernambuco. Dos 400 mil visitantes recebidos em 2012, 20% vieram de fora - a maioria do Nordeste do País. "Existe um turismo específico de parque de diversões; pessoas que viajam em busca dos melhores brinquedos, que querem conhecer diferentes parques. Recebemos aqui gente da Europa, Japão", conta. 
Frequentador do parque alçado a funcionário, ele começou a trabalhar no Mirabilandia em 2006, atuando como monstro na Mansão do Terror. Duas temporadas depois, foi promovido para o administrativo. "Eu era fã do parque. Desde o lançamento, fazia visitas constantes. Faz parte da minha história. Agora vai ficar um vazio", lamenta.
Entre os operadores dos quase 40 brinquedos espalhados pelo complexo, um chama a atenção do público. Rodrigo Carlos, 28 anos, não se contenta em apenas estar à frente do Salta Montes. Ele anima os visitantes, canta, faz piadas enquanto os outros se divertem. Formado em teologia e concluindo a graduação em turismo, conta trabalhar no complexo por amor ao serviço. "Não estou aqui por necessidade, estou por prazer", frisa. "Não sei como vai ser quando o parque fechar. Gosto do que faço. Vou sentir falta." O Mirabilandia ainda não sabe se vai manter empregados seus 186 funcionários.
CURIOSIDADES
» O aluguel mensal da área custa ao Mirabilandia R$ 16.600.
» O parque pertence ao sergipano Grupo Peixoto.
» Dos 40 brinquedos, o mais procurado é a montanha-russa.
» A atração mais antiga é o MatterHorn, que simula um trenó desgovernado.
» O Mirabilandia é o único parque temático do Norte/Nordeste.
» O parque integra o catálogo internacional da Embratur das principais atrações turísticas do Brasil para o público estrangeiro.
NOVO PARQUE - No ano de 2014, não haverá parque de diversões em Pernambuco. Ainda com novo local indefinido, especula-se, no mínimo, para 2015 a reabertura do Mirabilandia. O hiato, porém, trará recompensas para o público, como a instalação da Sky Mountain, a maior montanha-russa da América do Sul. Curiosamente, o brinquedo já está no parque há dois anos, desmontado. 
"Devido ao impasse da mudança de endereço, preferimos aguardar. São oito meses apenas para montá-lo", diz o coordenador de Marketing. Com o funcionamento da Sky Mountain no novo parque, um público três vezes maior que o atual é esperado no Mirabilandia. A atração aquática Waimea e o conhecido Chapéu Mexicano também já foram adquiridos e serão atrações da reabertura.
TURISMO - A Empetur informa que o Centro de Convenções irá ocupar a área do Mirabilandia. A intenção é duplicar o tamanho do pavilhão, hoje com 20 mil metros quadrados. O projeto de reforma e ampliação, avaliado em R$ 520 milhões, prevê ainda a construção de um edifício-garagem para 5 mil carros, auditório, praça de alimentação e salas multifuncionais. O edital de licitação sairá neste mês. 
Através de uma parceria público-privada será erguido, por trás do Chevrolet Hall, um hotel com 400 leitos e perfil executivo, além de três empresariais de sete andares e 360 salas, cada. Para esse complexo, o investimento gira em torno de R$ 226 milhões. A Empetur diz que o crescimento do turismo de negócios justifica a ampliação e afirma que o pavilhão já não comporta a demanda de eventos. Em mais de 40 anos, acrescenta, o Centro de Convenções nunca passou por uma reforma estrutural.

Sobre Jose Wilker

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