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Foto: Erivaldo Marques/cortesia
Os dez vereadores presos em Caruaru por supostamente cobrarem propina para aprovar projetos na Câmara Municipal negaram todas as acusações da Polícia Civil em uma coletiva realizada na noite dessa sexta-feira (27), e classificaram as prisões como uma armação. "Estou muito tranquilo e confiante na certeza de que todos nós sofremos uma grande armação", afirmou Val do DEM."Vocês veem que foi de um pessoal que já vinha preparando isso, inclusive sabendo às vezes até da sentença. Porque foi veiculado que um senhor suplente de vereador ia para um cargo. Estava tudo já esquematizado", sugeriu Evandro Silva (PMDB). Os vereadores foram presos no dia 18 deste mês na operação Ponto Final, da Polícia Civil. Eles são acusados de cobrar R$ 2 milhões e outras vantagens para aprovar um empréstimo junto à Caixa Econômica Federal no valor de R$ 250 milhões para implantação de um sistema de BRT (Bus Rapid Transport) em Caruaru. Eles não apontaram, porém, quem teria armado a prisão.

Durante a coletiva, os vereadores Val, Evandro e Sivaldo Oliveira (PP) falaram pelos colegas. Mais cedo, Val e Sivaldo haviam sido apontados pelo delegado Erick Lessa, responsável pelo caso, como os chefes da quadrilha, que articulariam os apoios dos colegas nas bancadas do governo e da oposição com a ajuda de Cecílio Pedro (PTB). "Formação de quadrilha – que termo tão pesado! Formação de quadrilha de quê? Então, quer dizer que a partir do momento que você defende algo e é a favor ou contra, você é de uma quadrilha? Como é que uma quadrilha trabalha aprovando tudo que o prefeito quer? O que era bom para Caruaru foi aprovado, inclusive o BRT", rebateu Oliveira.

Apesar de terem sido liberados pela Justiça ao longo desta semana através de habeas corpus, os vereadores serão acusados de corrupção passiva, concussão e organização criminosa. Como os vereadores são funcionários públicos, a pena por formação de quadrilha pode aumentar entre 1/6 e 2/3. Somando-se os crimes, a condenação pode variar entre 28 e 56 anos de prisão.

As investigações duraram seis meses e a polícia afirma ter mais de 700 horas de gravações em escutas ambientes e telefônicas. O vereador Jadiel Nascimento (PROS) teria contribuindo com o trabalho da Polícia Civil e apelado para delação premiada, mas o Ministério Público entendeu que o depoimento dele não ajudou a esclarecer como o esquema realmente funcionava.

Após as prisões terem sido deflagradas, os suplentes dos vereadores foram convocados para assumir na Câmara Municipal. Entrevistado pela Rádio Jornal de Caruaru, o prefeito José Queiroz (PDT) negou ter negociado o pagamento de qualquer propina para os vereadores do município.


A lista de vereadores acusados do esquema inclui Cecílio Pedro (PTB), Eduardo Cantarelli (SDD), Evandro Silva (PMDB), Jajá (PPS), Louro do Juá (SDD), Neto (PMN), Pastor Jadiel (PROS), Sivaldo Oliveira (PP), Val das Rendeiras (PROS) e Val do DEM.

Sobre Jose Wilker

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